domingo, 25 de março de 2012

REINO DE DEUS: AGORA OU NO FUTURO?

A lição da escola sabatina (estudo diário programado e disponível aqui) desta semana afirma:
"Alguns cristãos têm se afastado da crença na vinda literal e física de Jesus e da fé em uma restauração sobrenatural do Reino de Deus na Terra. Em vez disso, imaginam que nós mesmos precisamos edificar o reino. Pense nas tentativas passadas de fazer algo similar. Por que deveríamos achar que as futuras tentativas poderiam se sair melhor?"
Exemplo desse afastamento da crença de que o Reino de Deus na Terra está por vir pode ser lido neste texto do teólogo católico, o coreano Jung Mo Sung (9.641 seguidores em @jungmosung), publicado no site ADTTAL, sob o título Água, o futuro e dois tipos de esperança.

O teólogo, tendo como pano de fundo do Dia Mundia da Água, comemorado no último dia 22, procura identificar duas possíveis razões para que muitos não se preocupem com a questão da escassez futura desse bem num futuro próximo se nada for feito.

Dois tipos de "esperança", segundo ele, levariam as pessoas a não se conscientizarem dessa questão, a "expectante" e a "apocalíptica".

A "expectante" ou "tudo vai ficar bem" é assim definida no artigo:
"Se "tudo vai acabar bem”, por que deveríamos levar a sério a ameaça de um futuro sombrio para humanidade por conta do desperdício da água potável? Quem compartilha dessa esperança "sabe” que Deus dará um jeito para resolver o problema no futuro. A esperança por detrás do "tudo vai acabar bem” é um tipo de esperança que pode conduzir a uma catástrofe. É um tipo de esperança que H. Hannoun chamou de "esperança expectante”, que apenas espera."
A "apocalíptica":
"Há, especialmente entre cristãos mais fundamentalistas, um outro tipo de esperança que leva as pessoas a não fazer nada diante do desafio. É a esperança "apocalíptica” fundamentalista de que o mundo só terá jeito após a volta de Jesus, e essa volta será precedida por grandes catástrofes. Neste sentido, a crise da água potável seria um sinal positivo, pois apressaria a volta de Jesus." 
E, a seguir, sua crítica aos por ele chamados de cristãos fundamentalistas e a visão historicista e dirigida por Deus como nós, os adventistas:
"As pessoas e os povos só atuarão de verdade e efetivamente se levarem a sério a ameaça que enfrentamos. E para levar a sério esse desafio, devemos abandonar as concepções "teológicas” de histórias dirigidas ou guiadas por deuses, Espírito ou por algum tipo de "lei da história”. Precisamos assumir, intelectual e existencialmente, que o futuro está aberto diante de nós. Mas, não nos engajamos nas lutas difíceis só porque descobrimos problemas graves. É preciso de uma força espiritual que nasce da esperança! Esperança essa que não seja somente "expectante”, mas que leva a uma ação. Uma esperança que nasce de uma fé de que o mundo e o futuro podem ser melhores; uma esperança que nos convoca para ação."
O futuro, com certeza, está aberto para nós, mas o retorno à Terra da Criação, só depois que Cristo voltar pela 2a vez. Podemos concordar com o teólogo Jung que isto não pode servir de desculpa para destruirmos a terra, desperdiçarmos a água ou outros bens limitados. Aliás, é certo que Deus destruirá aqueles que destroem a Terra.
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