segunda-feira, 14 de abril de 2008

Crise Mundial de Alimentos

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Crise mundial de alimentos seguirá por quatro ou seis anos


Os preços mundiais dos alimentos não deverão recuar dentro dos próximos quatro a seis anos, até que a produção global de grãos se recupere para atender à nova demanda dos países emergentes, afirmou o ex-ministro da Agricultura do Brasil Roberto Rodrigues.

A adoção de produtos como milho e trigo na produção de biocombustíveis tem sido apontada como a principal razão para a disparada dos preços dos alimentos. Mas o ex-ministro brasileiro, um produtor de cana-de-açúcar, afirmou que, embora os biocombustíveis contribuam para a inflação de alimentos, eles têm sido culpados injustamente.

Ele argumentou que a alta dos preços tem sido causada por uma demanda "explosiva" de mercados emergentes como a China e Índia.

"É o equilíbrio entre a oferta e a demanda que irá resolver esse problema que nós temos hoje. Mas a solução não virá no curto prazo", afirmou Rodrigues. "Isso poderá levar quatro, cinco, seis anos."

A demanda cresce 4,8% ao ano em média na Ásia, África e nos países da América Latina, enquanto está aumentando 2,6% ao ano nos países desenvolvidos, afirmou.

Além disso, a produção foi severamente atingida pela seca no ano passado na Austrália, na Europa e na América do Sul.

Os estoques globais de milho, arroz, trigo têm caído dramaticamente, para níveis 40 a 60% mais baixos na comparação com sete anos atrás, disse Rodrigues.

A comida está passando por uma alta de preços semelhante àquela registrada em energia e metais nos últimos anos, devido ao crescimento da renda disponível na Ásia e em outros mercados. Mas um aumento na produção de petróleo e de minério de ferro pode levar dez anos.


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