sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Genocídio: até quando?


Foto: no necrotério de Mairóbi, crianças mortas nos recentes distúrbios.
Comentário: a foto e a reportagem nos fazem lembrar do genocído acontecido há poucos anos no Sudão, quando praticamente o mundo todo fechou os olhos e deixou acontecer.
Bíblia: Mateus 24:12 E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.
EGW: Cristo preveniu Seus discípulos da destruição de Jerusalém e dos sinais que ocorreriam antes da vinda do Filho do homem. Todo o capítulo vinte e quatro de Mateus é uma profecia a respeito dos acontecimentos que precederão esse evento, e a destruição de Jerusalém é usada para representar a última grande destruição do mundo pelo fogo. Manuscrito 77, 1899. Eventos Finais, pág. 18, parágrafo 3.
Polícia queniana impede protesto contra governo

Policiais bloqueiam reduto da oposição e usam gás lacrimogêneo e jatos d’água para evitar manifestação
Nairóbi

Líderes de oposição no Quênia adiaram a grande manifestação prevista para ontem em Nairóbi por causa do bloqueio policial, ao mesmo tempo em que pediram uma mediação internacional para a crise desencadeada após a reeleição do presidente Mwai Kibaki. Sob pressão, Kibaki declarou ontem que está disposto a “manter um diálogo político com as partes envolvidas, assim que a nação se acalmar”.
A procuradoria-geral do Quênia pediu ontem a revisão da apuração oficial da eleição presidencial, que provocou uma sangrenta disputa política e a morte de mais de 300 pessoas. A onda de violência política e étnica também levou cerca de 100 mil pessoas a deixar suas casas, segundo a Cruz Vermelha queniana. O procurador-geral Amos Wako disse haver indícios de que o resultado da eleição foi manipulado e pediu que um “órgão independente” confirme os dados. Ele não indicou que órgão faria essa revisão.
A oposição queniana afirma que Kibaki foi reeleito com 1 milhão de votos fraudulentos e observadores da União Européia duvidam da credibilidade da apuração oficial. Segundo a Comissão Eleitoral, Kibaki foi reeleito com 46,38% dos votos, enquanto o candidato do opositor Movimento Democrático Laranja (ODM), Raila Odinga, obteve 44,03%.
Na manifestação de ontem, Odinga pretendia proclamar-se “o presidente do povo”. As forças policiais foram mobilizadas no início do dia em vários bairros de Nairóbi, especialmente nas imediações do Parque Uhuru, onde usaram bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar alguns manifestantes. Também montaram um cordão de isolamento na favela de Kibera, principal reduto da oposição queniana. Norman Nyagah, um dos líderes do ODM, anunciou aos simpatizantes de Odinga nas imediações do Parque Uhuru que a manifestação estava cancelada. Apesar de a oposição ter adiado o protesto para terça-feira, advertiu que a manifestação em massa pode ocorrer hoje.
AP, AFP E EFE
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